sábado, 23 de janeiro de 2010

Manaus

É a capital do estado do Amazonas. Com 2,2 milhões de habitantes, a cidade mistura na medida certa autenticidade com uma boa dose de exotismo, o que a transforma em uma das capitais mais interessantes do Brasil. A referência da cidade é o Rio Negro, o maior dos sete mil afluentes do Rio Amazonas (o maior rio do mundo em volume d'água e extensão). É no Negro que ficam o porto e as avenidas com calçadões largos e bem-feitos de Manaus, no maior estilo Copacabana (RJ). É dele também que partem os principais passeios rumo à floresta, tanto de barcos quanto de hidroaviões.

Entre julho e dezembro, principalmente, dá até para pegar praia por lá. Aliás, belas praias, já que o nível do rio diminui consideravelmente nesse período – conhecido como verão na Amazônia – e as faixas de areia que permeiam o Negro se estendem por muitos metros. No primeiro semestre do ano, por sua vez, é “inverno” na região. Não faz frio, mas chove muito e os rios sobem até cobrir completamente as praias manauaras.

Quase 70% dos turistas que viajam para a selva brasileira vêm de fora do País.
A partir de Manaus, é possí­vel fazer uma viagem pela selva com boa dose de conforto (ou até mesmo luxo para quem deseja), cercada de belas paisagens e com enriquecimento cultural.
Quando se pensa em Manaus, logo vem à mente copas de árvores a perder de vista cortada por rios imensos. Por isso, talvez, a cidade surpreende tanto quem a visita pela primeira vez.

CULTURA

Pelo menos dois passeios históricos na selva precisam ser feitos por qualquer turista: ir ao Museu do Seringal e visitar uma tribo indígena.
O Museu do Seringal é uma atração incrustada em meio à Floresta Amazônica. O museu retrata como era um seringal no começo do século 20.
Chega-se de barco ao Museu, em passeios organizados por agências de turismo. O roteiro pode incluir visita a algumas aldeias indígenas da Amazônia. À uma hora de barco de Manaus, na maravilhosa Praia de Tupé, há uma maloca onde vivem 55 índios das tribos dessano, tucano e tuíuca.

BOI DE PARINTINS
A cultura amazônica é simplesmente deliciosa. Índios, botos que engravidam mulheres, curupira... Tudo vem de lá. Mas nada é mais envolvente do que o boi-bumbá, manifestação folclórica mais popular da floresta. Os grandes destaques da dança, que se realizam ao som de tambores, repiques e surdos, são a cunhã-poranga, que representa a índia mais bela, e o homem que se fantasia de boi.
O auge da expressão cultural se dá todos os anos no último fim de semana de junho, em Parintins (AM), que fica a quase uma hora de avião de Manaus (420 km). A festa, que mais parece um carnaval fora de época, é realizada em uma arena e dura cerca de seis horas por noite. O evento marca a disputa entre os bois Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho).

QUANDO VISITAR

A cidade tem duas estações distintas. A seca (verão) vai de junho a novembro, com sol intenso e temperatura elevada, em torno dos 38 graus - em setembro, os termômetros chegam fácil aos 40. Já a chuvosa (inverno) ocorre entre dezembro e maio, período em que a temperatura mostra-se mais amena, com chuvas freqüentes.
A melhor época para curtir igapós, igarapés, cachoeiras e praias fluviais é no mês de agosto. Apesar do calor, a seca ainda está no início e há bastante água nos rios e cachoeiras. Em Ponta Negra, a faixa de areia só aparece entre agosto e janeiro. Durante todo o ano são comuns as pancadas de chuva de pouca duração.

COMO CHEGAR A MANAUS

De avião - Há vôos diários partindo das principais capitais do país.

De carro - A Transamazônica está em condições precárias, sendo aconselhável ir de carro até Belém e lá continuar a viagem em uma embarcação. Há balsas para fazer a travessia dos automóveis.

De barco - Barcos e navios partem do porto de Belém. A viagem dura entre três dias e uma semana, dependendo da embarcação escolhida.

A noite de Manaus é uma das mais variadas e divertidas do Brasil. As grandes concentrações se dão na Ponta Negra, que fica na orla do Rio Negro; na Avenida do Turismo, repleta de restaurantes e casas de eventos e no Eldorado, região da Praça do Caranguejo, onde há bares, shoppings e clubes.
GASTRONOMIA

A cozinha amazonense tem como base peixes de água doce, como tambaqui, tucunaré e pirarucu. A costela de tambaqui é o prato mais apreciado, já que o sabor se assemelha ao da carne de porco. O maior peixe de rio doce do mundo tem gosto forte, mas não dá para sair de Manaus sem experimentá-lo. Para beber, há muitos sucos naturais, como os de guaraná, graviola e cupuaçu.
HOSPEDAGEM


Os hotéis de selva próximos a Manaus oferecem passeios de um dia. O tour inclui traslado, almoço e atividades, como trilha na mata e passeio de canoa.

ROTEIROS

Ninguém resiste a dar uma paradinha diante do Teatro Amazonas. Se a obra impressiona hoje com aquela cor ocre, bem próxima à original, imagine em 1896. Era descomunal para a época e, por isso, demorou 15 anos para ser construída. Quase todas as composições vieram da Europa de navio, em partes.
Se a idéia é assistir a um espetáculo, reserve o fim de semana. Há apresentações periódicas, como as da Orquestra Filarmônica do Amazonas e as da Amazonas Jazz Band. Todos os anos, em abril, há o Festival Internacional de Ópera. Logo depois, em julho, é a vez do Festival de Jazz.
A partir do Teatro Amazonas, é possível visitar as principais atrações do centro de Manaus. Ao descer algumas quadras da Avenida Eduardo Ribeiro, chega-se à Zona Franca, o famoso centro de comércio de eletroeletrônicos com preços, teoricamente, mais em conta do que no resto do País. Comprar na Zona Franca de Manaus, entretanto, deixou de ser barbada a partir de 1990.
Dentro desse cenário, está o Mercado Municipal. Depois dos mercados, é hora de dar um pulo no movimentado porto manauara. A região serve como uma espécie de shopping para a população local. É interessante para ver os inúmeros navios fluviais que atracam por lá. Do porto, é possível avistar também o imponente prédio da Alfândega, de 1906, uma das primeiras construções pré-fabricadas do mundo.
Outros pontos que merecem ser visitados no centro de Manaus são o Palácio da Justiça, a Igreja Matriz e o Palácio Rio Negro, que já foi sede do governo. Há ainda a antiga estação de bondes e a Igreja de São Sebastião, cuja torre única simboliza a peça que a história pregou com Manaus. A segunda torre da obra nunca foi transportada da Europa para o Brasil porque, durante a construção da igreja, a cidade entrou em declínio econômico. Hoje, a edificação é mais uma das jóias do centro de Manaus – e que merecia ser “lapidada” como tal.
ENCONTRO DAS ÁGUAS
Na Amazônia, as estradas são os rios, e os barcos, os ônibus. As viagens não são medidas em quilômetros, mas em horas, ou dias, de barco. Por isso, todos os passeios rumo à selva partem do Rio Negro, seja do porto ou de algum hotel.
O roteiro mais desejado é o Encontro das Águas. É possível chegar até o ponto tanto de barco quanto de hidroavião. Partindo do Rio Negro, o barco demora quase uma hora para chegar ao ponto de união dos rios, enquanto o hidroavião leva apenas alguns minutos.
Embora seja bem mais caro, o passeio de hidroavião compensa. Ver a Amazônia do alto é como observar pela primeira vez a neve, o oceano ou um deserto. É marcante. Do alto, dá para enxergar as copas a perder de vista cortada pelos afluentes do Amazonas, botos saltitantes e vitórias-régias em locais não acessíveis por barco.
Também dá para ver a cidade, o distrito industrial e as praias de água doce. Tudo isso antes do que realmente interessa: o encontro das águas escuras do Rio Negro com as barrentas do Solimões, nome do Rio Amazonas antes de chegar a Manaus.
Outro programa procurado por quem vai a Manaus é passar um dia no Lago Salvador. O próprio passeio de hidroavião que segue rumo ao Encontro das Águas pode terminar lá, caso o turista peça. Vale à pena, já que a região permite contato direto, seguro e estruturado com a floresta.

ANAVILHANAS, o maior arquipélago do mundo
Localizado no rio Negro, o arquipélago das Anavilhanas é formado por cerca de 400 ilhas dispostas em forma de corrente abrigando complexos e delicados ecossistemas da Amazônia. A região é protegida pela legislação federal que criou a Estação Ecológica de Anavilhanas com 350 mil hectares. No período das cheias do rio Negro, entre novembro e abril, metade das ilhas fica submersa enquanto os animais se refugiam nas partes mais altas. Quando inicia a vazante das águas as ilhas revelam praias e canais que entrecortam toda a região como uma malha distribuída ao longo de aproximadamente 90 quilômetros.

CRUZEIRO PELO RIO AMAZONAS
Passeios de canoa levam aos igarapés

Os cruzeiros pelo rio Amazonas duram entre três e sete dias, dependendo da embarcação. Os preços também variam, de acordo com as acomodações e atividades oferecidas, como a pesca, passeio de canoa, observação de aves e animais e trekking.


Cruzeiro em embarcação especial,













E embarcação de luxo.


ATENÇÃO

Tome vacina contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar. Vale, ainda, tomar comprimidos de complexo B caso vá fazer passeios na selva, funciona como repelente de mosquitos. Perto do Rio Negro, não há tantos insetos, tamanha a acidez da água (por isso, sua cor é tão escura). A vacinação é gratuita e pode ser feita em postos de saúde. Dengue e malária também são comuns na região. Para se proteger, use sempre repelente. Ao caminhar na mata e na beira dos rios, prefira as blusas de mangas compridas e as calças.


IMPORTANTE

Distâncias aproximadas: Brasília - 3591 km/Boa Vista - 824 km/Belém do Pará - 1750 km.
Informações turísticas Manaustur Tel: (92) 3233-1517.
Centro de Atendimento ao Turista: Rua Tapajós, 180 – Centro - Tel: 3622-0767.
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Av. Santos Dumont, nº 1.3250 – Tarumã - Tel: 3652-1120/3652-1212.
Rodoviária: Rua Recife, s/n Tel: 3642-5805.
Porto de Manaus - R. Marquês de Santa Cruz, 25 - Centro Tel: 2123-4350 / 4351.
Porto de Belém - Informações sobre barcos de transporte de passageiros - Tel: (91) 3272-3343.
Informações sobre balsas de transporte de automóveis - Tel: (91) 3222-5604.
Banco Bradesco, Itaú, Unibanco, HSBC, Real, Caixa Econômica Federal.
Fuso horário - uma hora a menos em relação a Brasília.
Parintins - Ilha do rio Amazonas, sede das agremiações folclóricas dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. Distante de Manaus (1h15 de avião ou 26h de barco) /Santarém (1h20 de avião ou 20h de barco) /Belém (60h de barco).
Circulando - A melhor maneira de circular por Manaus é de táxi. O trânsito no Centro é bastante complicado e a sinalização não é muito eficiente. Para quem tem pouco tempo na capital, a dica é fazer um passeio no Amazon Bus. O tour dura três horas e passa pelos principais pontos turísticos. O circuito é acompanhado por guias e os ônibus partem do Centro de Atendimento ao Turista (ao lado do Teatro Amazonas) de segunda a sábado, às 9h e às 14h. Tel: (92) 3234-5071.

Alerta: os hotéis de selva têm um número de diárias mínimo de duas a quatro noites e, em geral, o preço é publicado em dólar.

OUTRAS OPÇÕES DE LAZER

Jardim Botânico - no interior dele habitam numerosas espécies de animais e plantas, muitos em perigo de extinção e protegidos por lei;
Zoológico do CIGS: no bairro de São Jorge. É mantido e administrado pelo Exército Brasileiro. Você pode ver diversos tipos de animais da selva como: onças, jaguatiricas, macacos, cobras, veados e outros mais;
Parque dos Bilhares: ao lado do Shopping Millennium Center e próximo ao Manaus Plaza Shopping e do Amazonas Shopping, no bairro Chapada. (O parque possui ampla infra-estrutura com cafés, bares, lanchonetes, sorveterias, playground, quadras poli esportivas, estacionamento, biblioteca e internet de graça);
Parque Lagoa do Japiim: no bairro Japiim;
Parque Senador Jéferson Peres: no Centro (possui orquidário, quadras, playground, etc). Fica próximo à ponte Benjamin Constant ou ponte da Rua 7 de Setembro (construída em 1895 pelos ingleses - é um dos cartões-postais da cidade);
Parque do Mindu: no bairro Parque Dez de Novembro;
Visite os Shoppings da cidade;
No Centro você pode ver os palacetes da Belle Epoque (época áurea da borracha), são casarões que pertenceram aos Barões da Borracha (alemães, ingleses, portugueses, etc);
Bosque da Ciência: no bairro Coroado, possui tanques com peixes-boi, ariranhas, poraquês, tracajás, tartarugas, diversos tipos de aves, abelhas, répteis (jacarés); a casa da ciência com besouros, borboletas, alguns animais empalhados, a maior folha do mundo, etc; trilhas suspensas; orquidário e bromeliário – um bom contato com a natureza!
Curta as praias fluviais: da Ponta Negra (que é um parque cultural, de esporte e lazer); praia Dourada; do Tupé; da Lua; do Escondidinho; Grande; Cascatinha e outras que são de rio ou água doce;
Balneário do Meriti: na estrada de acesso ao município de Manacapuru, indo pela ponte que liga a cidade de Manaus a esse município;
Cachoeiras de águas geladas e forte correnteza, em Presidente Figueiredo (cidadezinha rústica) a 110 km de Manaus. O acesso à maioria das cachoeiras é pago e a taxa varia de 2 a 5 reais. Você vai pela BR-174 contemplando corredeiras, igarapés, córregos, voçorocas e a bela floresta. Foram catalogadas 47 cachoeiras, mas você pode conhecer algumas das mais próximas como: Suframa, Iracema, Santuário, Pedra Furada, as outras são distantes; a caverna de Maruaga e o Parque Urubuí bem no centro do município. Logo perto, fica o município de Balbina, onde está situada uma Hidrelétrica com um Museu Arqueológico.

OUTRAS SUGESTÕES

O que trazer?
Roupas leves e confortáveis, como bermudas e camisetas, calças de verão, tênis ou calçados para caminhadas, sandálias, roupas de banho, óculos de sol, capa de chuva leve e chapéu.

Como observar a Floresta?
Os binóculos são úteis para avistar pássaros e a vegetação densa. É desaconselhado qualquer tipo de faca ou canivete, pois não é permitido agredir a fauna e flora da Floresta. Óculos escuros são indispensáveis para observar o alto com maior conforto.

É seguro viajar com crianças?
Sim, mas os pais ou responsáveis devem sempre ficar por perto e alertar sobre "NÃO MEXER COM OS ANIMAIS, MESMO COM OS MAIS SIMPÁTICOS E QUE PARECEM INOFENSIVOS".
Lembrar que o mundo animal reage de forma diferente quando se encontra em apuros.
Caso veja ou encontre algum animal em situação difícil, não interfira sobre ele. Chame seu guia e somente ele poderá fazer algo para reverter esse quadro.

Como se prevenir contra doenças?
É sempre indicado o uso de protetor solar e repelente de insetos. As vacinas de febre amarela e tétano são indicados para todos que viajam pelo Brasil. São válidas por 10 anos e devem ser tomadas no máximo em até 10 dias antes da viagem. Caso utilize medicamentos de uso continuo, traga-os, pois pode não encontrá-los nas farmácias locais. Por precaução, um antialérgico é recomendado para os alérgicos a picadas de insetos.

O que e onde comer?
Em Manaus, o turista pode escolher entre bons restaurantes de culinária regional, brasileira e internacional. No interior, procure sempre as dicas de nossos agentes ou escolha locais com bastante movimento. Para evitar problemas, beba água mineral e muito líquido. Sucos podem ser consumidos, desde que as instalações lhe pareçam adequadas quanto à higiene e na manutenção das frutas.

E boa viagem

2 comentários:

Amazonia Expeditions disse...

Muito bom o descritivo sobre Manaus.
Apenas um reparo:
A distancia indicada entre Manaus e Belém de 5434 km , é um pouco excessiva, a não ser que se refira a Belém do Menino Jesus em Israel.
Se for Belém do Pará , é melhor contar com 1750 km.

Atenciosamente,
Amazonia Expeditions
http://www.amazoniaexpeditions.com.br

Viajar é Preciso disse...

Já corrigimos a distância mencionada. Obrigada pela participação e continue acompanhando nossas postagens.