sábado, 20 de fevereiro de 2010

Parque Nacional da Serra da Bocaina

Criado na década de 70, a área de preservação soma cem mil hectares entre as serras da Mantiqueira e do Mar, com 60% do território no Rio de Janeiro (Parati e Angra dos Reis) e 40% em São Paulo (Areias, Cunha, São José do Barreiro e Ubatuba). Por toda a área chama a atenção a beleza da flora e da fauna típica da Mata Atlântica. São orquídeas, bromélias, jequitibás e figueiras dividindo o cenário com tucanos, antas, cutias, preguiças e veados, entre outras espécies nativas. A serra reserva ainda outras agradáveis surpresas, como as cachoeiras com quedas que chegam a cem metros de altura; picos com mais de dois metros de altitude que descortinam morros e mar; e a Trilha do Ouro, um caminho de 40 quilômetros que termina na praia. O parque pode ser explorado a pé, de bicicleta, moto ou carro - porém, para entrar com os veículos motorizados é preciso autorização do IBAMA. As atividades variam de acordo com o preparo físico do visitante - as opções vão de caminhadas leves com 40 minutos de duração a travessias que consomem três dias, exigindo pernoites em casas de colonos ou em campings selvagens. A serra da Bocaina impressiona a todos pela exuberância de suas florestas e pela paz e tranqüilidade encontrados a qualquer época do ano.
Tem a harmonia garantida pelo fato de abrigar um parque nacional e, principalmente, pelo difícil acesso.

COMO CHEGAR

O acesso pode ser pelas cidades de São José do Barreiro ou por Bananal.

De carro - A porta de entrada para o Parque da Serra da Bocaina é o município de São José do Barreiro. Os acessos são pela Via Dutra (até Queluz, Km 224) e Rodovia dos Tropeiros (SP-068).
Por São José do Barreiro são aproximadamente 30 km até a entrada do parque precisando, porém de autorização prévia do IBAMA. A estrada é de terra em condições precárias. Quem não está em veículos com tração nas quatro rodas encontra serviços de transporte no Centro de São José do Barreiro (jipes, Kombi e caminhões que partem em direção a serra).

O caminho mais rápido e fácil é vir pela Dutra até o km 273 pegar a entrada para Bananal. São 25 km até Bananal (e 65 pra São José do Barreiro). Seguindo pela SP 247 até a serra da Bocaina, são aproximadamente 25 km em uma estrada de chão em condições razoáveis, acessível para carros comuns dependendo das condições do tempo. Jipes ou Kombi fazem fretes para as pousadas da Região.

De ônibus - A empresa Pássaro Marrom(http://www.passaromarron.com.br/)tem ônibus partindo de cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais em direção a São José do Barreiro.

De avião - Aeroporto mais próximo é o de São José dos Campos, a 175 quilômetros.

A MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR a Serra da Bocaina é durante inverno. O frio é intenso ao anoitecer, mas não chove e a região é invadida por borboletas. Para curtir as cachoeiras, o ideal é no verão, lembrando que de dezembro a março é o período de chuvas. A temperatura média anual é de 22º C.

INFRA-ESTRUTURA
A infra-estrutura da Bocaina não é das melhores, mas há pousadas charmosas, especialmente as instaladas nas fazendas de café da região. Serve em seus restaurantes pratos a base de trutas e delicias caseira feita no fogão a lenha. Algumas abrem as portas de seus restaurantes para não-hóspedes.
As pousadas pra todos os gostos e preços. Algumas não têm luz elétrica e é preciso agendar o transporte com antecedência. Dentro do parque não existe qualquer tipo de comercio. É recomendável trazer o básico pra seu bem estar pessoal tais como remédios, filtro solar, cremes etc.

ESPORTES E ECOTURISMO

As diversas trilhas da Serra da Bocaina são chamarizes perfeitos para os adeptos de esportes de aventura, como trekking, mountain bike e vôo livre. O local é cenário também de uma das travessias mais admiradas do país - a da Trilha do Ouro. Antes de curtir as atividades é recomendável contratar um guia.

O CAMINHO DO OURO
Uma das principais atrações do parque, a Trilha do Ouro tem cerca de 40 quilômetros, ligando São José do Barreiro à vila de Mambucaba, no litoral do Rio de Janeiro. A travessia é realizada durante três dias de caminhada moderada e, ao longo do percurso, uma infinidade de atrações entretém os aventureiros. Entre elas estão a cachoeira das Posses, do Veado e de Santo Isidro; além de fazendas centenárias e trechos calçados em pés-de-moleque pelos escravos, no século XIX. Os pernoites são feitos dentro do parque - o camping selvagem é permitido, mediante autorização do IBAMA - ou em casas de colonos. O caminho foi aberto durante o Ciclo do Ouro para transportar o metal extraído nas montanhas de Minas rumo ao porto de Parati.
CACHOEIRAS

Do Veado - A aventura vale à pena, levando-se em conta os cenários que estão por vir, espalhados pela reserva de cem mil hectares. São cachoeiras, como a do Veado, com mais de cem metros de quedas; picos com mais de dois mil metros de altitude e que descortinam morros e mar; paisagens coloridas por tucanos e orquídeas; e trilhas que exigem disposição - uma delas é a do Ouro, considerada uma das mais interessantes do país e percorrida em três dias de caminhada em meio a pedaços da história. O ponto final é Mambucaba, uma vilazinha caiçara no litoral fluminense. Com poços ideais para banhos.

Do Isidro - Cachoeira mais próxima da entrada do parque, a apenas 1,5 km, é acessível depois de 40 minutos de caminhada leve. As várias quedas, que chegam a 80 metros de altura, formam uma imensa piscina natural de águas limpas e indicadas para banhos. A cachoeira de Santo Isidro, da portaria do parque, é a melhor para banho e a de mais fácil acesso para quem está sem guia.

7 quedas - Formadas pelo Rio do Braço, as 7 quedas d'água abrangem 350 m de extensão. A descida começa por um escorrega até o primeiro poço de água cristalina.

Do Bracuí - A impressionante cachoeira do Bracuí tem grande volume d’água e diversas quedas. Algumas de até 100 metros de altura possuem vista para o mar e chama a atenção pela sua grandiosidade no meio da floresta. Em dias mais claros, é possível vê-la a quilômetros de distância. Seu acesso é feito por trilhas fechadas no meio da mata atlântica. A cachoeira do Bracuí é faz parte do hall das maiores cachoeiras do mundo, com um desnível de 1200 metros de altitude, em diversas quedas, de vários tamanhos.

Das Posses - Acessível por carro ou moto mediante autorização do IBAMA, a cachoeira das Posses tem 40 metros de queda. Quem vai a pé encara cinco horas de caminhada - ida e volta. O local costuma ser ponto de camping selvagem durante a travessia da Trilha do Ouro.
Pico do Frade - Quem visita a Serra da Bocaina deve fazer a caminhada até o Pico do Frade. De lá, é possível avistar o mar e toda a serra por completo. A paisagem é deslumbrante, fazendo valer todo o esforço de 6 horas de caminhada.
Represa da Aqcua - A represa é toda circundada por uma mata bem preservada e repleta de aves e animais. Além disso, abriga ainda a maior criação de trutas do Brasil, onde é possível pescar no Pesque e Pague, o que garante a diversão da garotada.
Moutain bike, motocross
e Off - road - As diversas trilhas no parque e arredores são perfeitas para a prática das atividades. As mais conhecidas da turma do pedal são: de São José do Barreiro à entrada da reserva; a que leva à cachoeira do Veado e a trilha principal do parque. Prepare-se para muitas subidas e descidas íngremes, pedras e riachos.

Trekking - A região conta com dezenas de picos para a prática do esporte, sendo o do Tira Chapéu, a mais de dois mil metros de altura, o mais cobiçado e um dos mais difíceis, com duração de nove horas - ida e volta. Também concorrido, porém menos desgastante, é o pico do Gavião, acessível depois de uma hora e meia de caminhada. A recompensa, em ambos os casos, é a bela vista da serra da Bocaina e da baía de Parati (RJ).

Vôo livre - Há duas rampas naturais na área - uma, antes da entrada do parque; e outra, no alto do pico do Gavião, acessível depois de uma hora e meia de caminhada por trilha.

Dicas Gerais

Para visitar o Parque é necessário comunicar o IBAMA com antecedência.O que levar

Abrigo para a noite
Lanterna, lanches
Máquina fotográfica
Protetor solar
Repelente
Roupas para banho
Tênis para caminhada previamente amaciados

INFORMAÇÕES GERAIS

  • Parque Nacional da Serra da Bocaina - tel: (12) 3117-1220/3117-2183.
  • Informações turísticas: São José do Barreiro - Rua José Bento Teixeira, 45 - tel: 3117-1183; Bananal - tel: 3116-2007.
  • Rodoviária - Avenida Fortunato Lobão, s/n - São José do Barreiro – SP.
  • Circulando na Bocaina - Para circular de carro - um 4x4 é o ideal - ou de moto dentro do parque é preciso solicitar autorização ao IBAMA. Motorizado, fica mais fácil chegar às cachoeiras. Os atrativos também podem ser alcançados através de caminhadas ou de bicicleta, passando por trilhas e atalhos.
  • Aproveite a vista e suba a serra devagar. Mesmo sendo um 4x4 a estrada ruim pode reservar surpresas desagradáveis.

  • São José do Barreiro (SP) - Da pracinha humilde parte a estrada de terra que leva ao Parque Nacional da Serra da Bocaina. A cidade não oferece muitas atrações, mas abriga boas opções de hospedagem para variados gostos: pousadas charmosas para casais e fazendas históricas para famílias.

  • Bananal - A cidade teve seu apogeu no período do Ciclo do Café e ainda hoje preserva em seus arredores belíssimas fazendas históricas - é o destino do Vale do Paraíba que melhor guarda as memórias da época. No Centro, os destaques são o casario colonial e as construções do século XIX, como a Estação de Trem e a Pharmácia Popular. Bananal é famosa também em função das cachoeiras, dos trabalhos em crochê, da produção de doces e cachaças e dos bons restaurantes de cozinha caipira. A cidade fica a aproximadamente 52 km da serra da Bocaina.
  • Em Bananal, o destaque é a Fazenda Caxambu, na localidade de Arapeí. A cozinha traz, entre os pratos principais, galinha d'angola ao molho pardo, coelho no vinho e marreco com maçã. A entrada tem, além de saladas com legumes e verduras da estação, queijos curados, torradinhas e uma seleção de chutneys e pastas. Para encerrar os trabalhos, mais de 40 opções de doces no buffet. O arremate fica por conta do café ou da cachacinha. Tudo é produzido na fazenda, com matéria-prima local. O acesso é pela Via Dutra, a partir de Barra Mansa. O telefone é (12)3115-1412.
  • Traga sempre bons agasalhos, no inverno a temperatura vai facilmente abaixo de zero e no verão o clima pode esfriar a noite.
  • Para quem vai percorrer a Trilha do Ouro o camping selvagem é permitido. (Leia mais sobre “Atividades ao ar livre” neste blog).
  • Contrate guias para explorar a área, já que não há sinalização e os percursos são puxados.
    Distância de são José do Barreiro a: São Paulo: 286 km/Queluz: 35 km/Bananal: 52 km/Rio de Janeiro: 207 km.
  • Distância de Bananal a: São Paulo: 343 km/Barra Mansa: 27 km/Rio de Janeiro: 160 km. E boa viagem

5 comentários:

lobo de angra disse...

Existe um Camping com toda a infraestrutura: O CHEZ BRUNA - Restaurante e Camping....ele fica no km 28 da Estrada da Bocaina, tem banheiros c ahua quente, luz, tel e serve cafe da manhã, almoço e café...e fica no caminho da trilha para o Pico do Frade.
Informaçoes: 024 92592797 - chezbruna@bnsw.com.br ou vide no Google pesquisando a palavra CHEZ BRUNA (imagens e Web)
Vale à Pena!!! a Bruna e Sua Familia estao ha 12 anos lá e tem indicação do Guia 4 Rodas....Magia e as Delicias da Bocaina eles dão todas as dicas e alugam tbem cavalos!!

lobo de angra disse...

A saida para o Chez Bruna Camping e Restaurante é por Bananal....sao 28 kms da Cidade e a estrada tem 21 kms asfaltados!
Tel 024 92592797 ou 99512714

lobo de angra disse...

Realmente, o Chez Bruna tem Magia e as Delicias da Bruna e Sua Familia
Vale à pena ir, ver, degustar, conhecer....e depois divulgar!
É tbem um otimo ponto de apoio para as trihas das cachoeiras do Bracuhy, mirante de Angra, Pico do Frade, Trutario da Acqua, cachoeira dos Veados, da Onça...Rios Paca Grande e Vermelho...Mambucaba....
Eles alugam cavalos...o Camping é gramado, c luz, estacionamento, net, cozinha deliciosa....dicas...pesca de trutas...

Viajar é Preciso disse...

Obrigado pela participação.Continue nos visitando. Em breve você verá novas postagens.

Anônimo disse...

Alguém sabe me dizer se a entrada é paga, se sim, qual o valor?